domingo, 4 de setembro de 2011

Carry You Home

 Este texto foi escrito com base na música Carry You Home, do James Blunt, e postado inicialmente na comunidade "O Sótão". Postarei aqui por que minha inspiração para escrever parece ter desaparecido, evaporado, se desintegrado, enfim...

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Jamie repousava em meu ombro. Sua respiração era fraca. Ela me olhava como se eu fosse seu único amigo. O único com quem ela podia contar.

Eu sabia que não era bem assim. Os problemas a perseguiam. A doença a perseguia. Eram tão próximos, tão íntimos, que poderia-se dizer que eram seus amigos. Faziam seu rosto jovem carregar uma expressão envelhecida e cansada.

Ela já não se sentia bem-vinda no mundo. Dizia que não era mais seu lugar. E todos em Nova York que a conheciam não tinham nada diferente a dizer. Enquanto isso, seus “amigos“ a arrastavam para a depressão.

Sua respiração ficou mais leve. Pude ver seus olhos se fechando lentamente. O que lhe restava de forças se depositou na suavidade de sua despedida. Eu assistia a cada inspiração de Jamie, sabendo que poderia ser a última.

Sua canção preferida tocava no rádio, como que dedicada a seu doce e forte coração. Mas ele deixou de reagir. E eu sabia o que isso significava. Coloquei-a em meus braços e carreguei-a pelas ruas, levando-a para casa.

As pessoas ainda se divertiam no Central Park. Ninguém parecia notar a menina sendo carregada nos braços de um homem. Ela poderia ter asas e seguir seu caminho para longe. Acredito que, um dia, Deus realmente a presenteie com um belo par.

Agora, seus “amigos” pareciam muito distantes. Eles não mais a levariam para a tristeza e o desespero.

E doía pensar que a minha garotinha preferida estava sendo tirada do mundo naquela noite. Com tantas coisas que poderiam ter sido vividas. Sob as estrelas brilhantes – as do céu e as da blusa patriota que vestia.

A canção que deixáramos para trás há alguns minutos ainda ressoava em minha mente. Chegamos a casa. Coloquei-a no sofá e cobri-a com um edredom, em uma tentativa de manter seu corpo aquecido. Mas isso era inútil. Ele já havia esfriado. E não tinha como recuperar a o calor e a vida daquela menina.

Dei um beijo em sua testa. As lágrimas desceram. Finalmente me despedi. Minha tarefa estava cumprida. Agora seu futuro não estava em minhas mãos. Agora a Morte seria responsável por levá-la para casa.

Fim.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Palavras na biblioteca

Primeiramente, gostaria de dizer que esse texto foi produzido em uma aula de redação. A proposta era contruir uma narrativa em que houvesse um desentendimento na comunicação. Eis o meu texto:


Uma mulher sentava-se em uma poltrona na biblioteca. Lia as últimas páginas de um romance. Um homem que a observava resolveu puxar conversa. Aproximou-se e perguntou:

- E aí? Esse livro é bom?

- Sim, é excelente - respondeu ela, sorrindo.

Estimulado pelo sorriso, o homem continuou a conversa:

- Sobre o que é?

- Sobre um homem que perde a esposa um dia após o casamento e é obrigado a conviver com a nostalgia - falou a mulher.

A expressão do homem mudou de esperaçosa para confusa. Com a testa franzida, perguntou:

- Nostalgia? O que é isso?

Compreensiva, a mulher definiu:

- Uma sensação de melancolia causada pela falta de algo. Saudade.

- Melancolia? Como assim? - Ele questionou.

- É como depressão - explicou ela.

- Mas depressão não era um buraco? - Ele estava ficando realmente confuso.

- Não nesse sentido - começou ela. - Significa mais ou menos um profundo abatimento emocional.

- Ah, sim... Abatimento... Acho que conheço essa palavra...

A mulher revirou os olhos, mas disse:

- Abatimento é falta de ânimo.

- Entendi! - Ele exclamou - Enfim, obrigado.

- De nada - respondeu ela.

E o homem saiu de perto, pensando que não valeria a pena tentar um relacionamento com uma mulher tão inteligente.

sábado, 23 de abril de 2011

Diferentes?

Tenho uma confissão a fazer... Eu não sei qual é a música mais tocada nas rádios. Um absurdo, não é? Não, sinceramente, não. Eu realmente não quero escutar uma música só porque todo mundo escuta. Aliás, eu não quero fazer NADA só porque todo mundo faz.

Estou cansada de ver as pessoas ditando para as outras em que mundo elas devem viver. São tantas limitações impostas... Existe uma lista de coisas que te fazem uma pessoa normal: tirar notas médias, ter um celular com as músicas mais modernas e ter Facebook (por que o Orkut está fora de moda, sabe?). Acho que estou me esquecendo de alguma coisa... Ah, sim! Não se pode ter nenhuma amizade com os pais, porque eles são muuuuuito chatos, né? Você tem que admirar ou odiar o Justin Bieber, ou qualquer outro ser que faça sucesso. Você não pode falar sobre a preservação do meio ambiente, porque isso não é tão importante quanto discutir sobre os problemas pessoais da Demi Lovato.

A lista é muito maior. E você sabe o que acontece se você não se encaixar? Você vai ser o nerd, o idiota, o careta, o infantil, o estranho, o chato, o excluído.

Além disso, ainda tem os padrões físicos. Você não pode ser gordo, nem magro demais. Seus óculos não podem ser grandes e o aparelho não pode ser diferente dos outros. Você não pode ser considerado feio, senão você está ferrado. E se você for bonito demais, as pessoas vão dizer que você se acha, mesmo sem te conhecer.

As opiniões originais foram esquecidas, as pessoas sofrem com toda essa opressão. Muitos suicídios são cometidos por causa de uma coisa que provavelmente você já ouviu falar (é óbvio que você já ouviu falar): o bullying.

Será que estamos sendo melhores do que aqueles caras que queimavam pessoas com ideias diferentes e diziam que eram bruxas?

Só pense sobre isso.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Malditos padrões

Semana passada eu fui fazer uma visita ao homeopata. Ele é muito legal. Quando minha mãe estava assinando uns papeis no balcão da recepção, alguém entrou na clínica.

Minha primeira reação foi ficar surpresa. A segunda foi admirar cada detalhe da situação à minha frente. A mulher era branca, tinha cabelos curtos e pretos. Ela usava um All Star de cano longo, uma calça legging escura, uma saia azul curta por cima da calça e uma blusa preta. Seu braço direito era coberto por uma tatuagem cujo desenho não consegui identificar exatamente. Era um estilo bem dark.

Mas essa mesma mulher carregava, junto com a bolsa preta, uma bolsa grande azul clara decorada com ursinhos e um carrinho verde com um neném dentro.

Nos poucos minutos que tive para apreciar a cena, pude ouvir a mulher chamando a criança de filho e dando atenção ao menino. Foi uma cena impressionantemente linda.

Aquele com certeza não era o tipo de mulher que eu diria que teria um filho. Mas existe tipo?

Acho que a mente humana tem um erro: tentar achar regras para tudo. Muitas pessoas relacionam a imagem de mulheres que usam preto com pessoas com um buraco no lugar do coração. Não é assim. Da mesma forma que relacionam garotos sensiveis e bem mais interessantes com homosseuais, quando o conceito de homossexual é se sentir atraido pelo mesmo sexo. Definitivamente não é assim.

O problema da grande maioria da população é tentar estabelecer padrões para tudo. É tentar organizar tudo. Mas o ser humano é muito mais complexo que isso.

Uma pessoa pode ser responsável e completamente louca ao mesmo tempo. Uma patricinha pode, sim, ser inteligente. Um "pegador" pode ter sentimentos. Um nerd pode praticar esportes. Um fã homem de Restart pode não ser gay. E além disso, QUALQUER pessoa pode amar.

O amor não está destinado a uma parte só da população. TODOS amam. Independentemente da forma de amor.

Pare de estabelecer esses padrões idiotas. Nada é sempre geral. Até a matemática tem exceções.

E góticas podem ser mães.

quinta-feira, 24 de março de 2011

[song-fic] Another Now

Another Now - Kate Alexa

Assim eu estava: sentada à mesa de Afrodite, com olhos inchados e úmidos. Sem conseguir olhar para a mesa de Hefesto, porque você não estava lá, nunca mais estaria.

Was only just the other day,
When all this felt so real,
Like nothing could go wrong,
Was like a never ending dream,
Nothing ever changed,
For so long,

Há alguns dias, tudo estava bem. Minha relação com você era perfeita - o que se espera de uma filha de Afrodite. Nada podia dar errado. Parecia um sonho que permaneceria vivo para sempre. Fora assim por tanto tempo... Eu estava acostumada.

But now you've gone away,
And I've tried turning the page,
And It's just not the same,
Mas, de repente, você se foi. Simplesmente, a vida deixou seu corpo e eu fiquei sozinha. Depois do impacto da perda, tentei conter meu desespero e voltar à minha rotina. Afinal, estávamos em uma guerra e mortes ocorreriam a toda hora. Tentei tratar a situação como natural e era impossível.

But I'm breathing in,
And I'm breathing out,
I'm wide awake,
But I can't hear a sound,
 Eu sinto o oxigênio encher meus pulmões. Estou viva, mas não consigo mais perceber a vida à minha volta.

Though I'm breathing in,
I can't think about,
Another you, Another me, Another now
Porque enquanto eu respiro, a cada inspiração, não paro de pensar em você, em como eu era feliz e nos momentos que agora não são mais que um passado distante.

Where do I go from here,
I've never felt so strange,
I've never felt so torn,
Cause ever since you came my way,
I learned to live by you,
And now I'm on my own,
Para onde eu vou agora? Não consigo pensar em nada. Meus dias se extendem. Eu me sinto estranha. Sinto meu coração dilacerado, como ele pode continuar pulsando? Desde que minha história com você começou, meu mundo passou a girar à sua volta. Agora estou sozinha.

I know I need some time,
To leave all this behind,
Cause I'm still hanging on,

Eu sei que preciso de tempo para deixar essa tristeza para trás. Eu queria ter parado de sofrer, mas não consigo. Ainda estou me recompondo. Mas por que eu não sinto nenhuma diferença?

 
But I'm breathing in,
And I'm breathing out,
I'm wide awake,
But I can't hear a sound,
Novamente, sinto o oxigênio encher meus pulmões. Estou acordada, mas não escuto nada além de meus pensamentos.

Though I'm breathing in,
I cant think about,
Another you, another me, another now

Porque enquanto eu respiro, só consigo pensar em nós dois, e imaginar como seria se você ainda estivesse aqui, me mandando beijos da mesa de Hefesto.

Sitting here, all alone,
Don't wanna move, nowhere to go,
Nothing's real, just wanna hide,
Estou sentada à mesa de Afrodite, sem querer me mover, porque eu realmente não tenho vontade de fazer nada. Minhas lembranças sobre você, agora, são só lembranças. Nada é real, nada é substancial. Eu quero esconder minha tristeza, mas meus olhos me denunciam.

Cause your not here

Você não está aqui. E nunca mais vai estar.

But I'm breathing in,
And I'm breathing out,
I'm wide awake,
But I can't hear a sound,
Eu inspiro e expiro. Perfeitamente viva, ou pelo menos sobrevivendo.

I'm breathing in,
And I'm breathing out,
I'm wide awake,
But I can't hear a sound,
Though I'm breathing in,
I can't thïnk about,
Another you, Another me, Another now
Enquanto respiro, a cada segundo, não consigo parar de pensar em nós dois. Tudo isso ainda é uma ferida aberta, que talvez nunca cicatrize, e se cicatrizar, a marca será profunda e dolorosa.
oooh woah
Another you, Another me, Another now
Mas eu tenho que me acostumar com o fato de que tudo mudou. Você agora está nos campos de Elísio, encontrou a paz. Eu sou outra, completamente outra. E a atual sitação - o nosso agora - é simples: nossos caminhos não são os mesmos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

[FIC] Liberdade

Liberdade, finalmente, depois de sofrer continuamente durante séculos. Pelo menos, assim deveria ser. Cronos foi derrotado. Os deuses me libertaram de meu destino cruel. Ele me libertou de meu destino cruel. No segundo em que Hermes contou-me a novidade e levou-me para o mundo real, uma chama de esperança acendeu no meu interior.

Cheguei ao acampamento. Hermes me entregou uma carta. Era dele. Tinha um endereço, provavelmente de sua casa. Ele queria me encontrar. Saí correndo, ultrapassei a barreira mágica e fui para Manhattan.

Cheguei em frente ao prédio, ouvi uma música. Será que ele preparara algo para mim? Subi as escadas correndo. Bati na porta. O lugar era estranho. Eu nunca vira algo tão futurista. Ele abriu a porta. Estava mais velho. Esqueci que para ele o tempo passava. Mesmo assim, estava lindo como sempre. O mar dentro de seus olhos, irresistíveis como sempre. Era a minha chance.

Então minha chama de esperança se apagou. O frio me consumiu por dentro. Senti uma dor lancinante no coração, como se ele tivesse sido esmagado por algo muito pesado. Uma garota loira o tinha abraçdo e ele se virara para trás para beijá-la.

-- Oi, Calipso. Estamos comemorando nossa vitória sobre Cronos. Fique a vontade.

Como ele podia ser tão insensível? Como eu pude ser tão cega? Talvez, meu destino fosse ficar sozinha para sempre. Dei uma olhada para dentro do apartamento, pude ver algumas flores prateadas como a que dei para ele. Lágrimas caíram dos meus olhos dramaticamente.

Olhei para o rosto incompreensivo de Percy. Ele não escolhera ficar comigo. Desci as escadas e corri solitária pelas ruas de Manhattan. Eu não conhecia aquele lugar. Eu não conhecia nada.

Ouvi um trovão. A chuva começou a cair violentamente sobre mim. Minhas lágrimas se perdiam na chuva, eram insignificantes.

Depois de muito tempo correndo encontrei o mar. Eu sabia que ali estaria perto dele. Então tomei a decisão da minha vida. Mergulhei e deixei meu corpo afundar.

                                                                             ooo

Acordei com um rosto lindo na minha frente. Eu conhecia esse sentimento. Mas agora eu me sentia tão... mortal... Esqueci dos problemas e dos sentimentos ruins. Uma nova era começava. Em fim, entendi o significado da palavra liberdade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O banco

Não olhe para mim desse jeito. Só estou sentada em um banco como outro qualquer. É, eu sei, antes esse era o banco em que eu o esperava, mas agora é só um banco.

Antes ele saía da sala ao lado e eu falava "oi". Ele respondia timidamente. Depois ele sentava ao meu lado e eu não tinha assunto. Mesmo assim eu sentia uma necessidade extrema de falar algo. Isso resultava em curtas conversas sem sentido. Eu me despedia e ele respondia sempre dizendo meu nome depois do "tchau". Eu ia para casa me perguntando como o meu nome podia ser tão bonito quando ele pronunciava.

Agora eu vejo todos os seus amigos saindo da sala de aula que um dia ele frequentara. Um a um. Eu espero ver aqueles olhos verdes brilhantes. Inútil. Eu sei que ele não estuda mais nessa escola.

Alguém apaga as luzes da sala de aula. O professor sai e fecha a porta. Me levanto e volto para casa com a sensação de ter sido roubada. Alguém roubou nossa convivencia mais forte.

Dia seguinte. mesmo horário.

Não olhe para mim desse jeito. Só estou sentada em um banco como outro qualquer. Agora ele é só um banco.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Silêncio eterno

A Lua. Um astro que gira ao redor da terra. Algo que muitos admiram. Mas poucos conhecem sua real tristeza.

A Lua está sozinha, embora pareça sempre cercada de estrelas. As estrelas, na verdade, estão muito longe. Alguns acham que o Sol é seu melhor amigo, mas eles nunca chegaram a se encontrar. Sobra, então, a Terra que está sempre ocupada com os problemas da população que a habita.

A Lua está sozinha. Ela cresce querendo ser notada, querendo uma amizade. Mas sempre some para chorar pelo fato de isso nunca acontecer.

Ela não pode gritar. Não pode dizer para o Universo: "eu estou aqui". Porque ela sabe que o som não se propaga no vácuo.

A Lua está agoniantemente dominada pelo Silêncio Eterno. Nada pode salvá-la deste cruel destino.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Speak now

No novo CD da Taylor Swift tem um texto que ela escreveu que eu acho muito perfeito. Vou colocar a tradução aqui para você ler (eu sei, eu sei, niguém lê esse blog):

"Fale agora ou cale-se para sempre," as palavras ditas pelos padres no final das cerimônias de casamento por todo o mundo, antes dos votos. É uma chance de protestar, um momento que faz o coração de todos acelerar, e um momento pelo qual eu sempre fui estranhamente fascinada. Tantos sonham em entrar em uma igreja, dizer o que mativeram guardado por anos como nos filmes. Na vida real isso raramente acontece.

A vida real é uma coisa engraçada, sabe? Na vida real, dizer a coisa certa no momento certo é mais do que crucial. Tão crucial, que muitos de nós hesitam, por medo de dizer a coisa errada no momento errado. Mas recentemente, o que eu comecei a temer mais do que isso é deixar o momento passar sem dizer nada.

Eu acho que muitos de nós temem chegar ao fim da vida, e olhar para trás lamentando os momentos que não se manifestaram. Quando não dissemos "eu te amo". Quando deveríamos dizer "sinto muito". Quando não apoiamos nós mesmos ou alguém que precisava de ajuda.

Essas canções são feitas de palavras que eu não disse quando o momento estava bem na minha frente. Elas são cartas abertas. Cada uma é escrita com uma pessoa específica em mente, dizendo o que eu queria dizer para elas pessoalmente. Para o lindo garoto cujo coração eu parti em dezembro. Para o meu primeiro amor que eu nunca pensei que fosse meu primeiro coração partido. Para minha banda. Para um homem malvado do qual eu tinha medo. Para alguém que fez meu mundo muito sombrio por um momento. Para uma garota que tirou algo de mim. Para alguém que eu perdoo pelo que ele disse na frente do mundo todo.

As palavras podem despedaçar alguém, mas também podem colocar pedaços no lugar. Espero que você use as suas para o bem, porque as únicas palavras das quais você vai se arrepender mais do que as que você não disse são aquelas que você usou para magoar alguém intencionalmente.

O que você diz pode ser muito para algumas pessoas. Talvez saia tudo errado e você vá gaguejar e sair constrangida se assustando enquanto você reflete sobre isso na sua cabeça.  Mas eu acho que as palavras que você se priva de dizer são as que mais vão te assombrar.

Então fale para alguém. Ou fale para você mesma no espelho. Fale em uma carta que você nunca vai enviar ou em um livro que milhões poderão ler algum dia. Eu acho que você merece olhar para trás na sua vida sem um refrão de vozes ressoando "Eu pude, mas agora é tarde demais."

Tem um momento para o silêncio. Tem um momento esperando a sua vez. Mas se você sabe como se sente e você sabe o que você precisa dizer tão claramente, você vai saber.

Eu não acho que você deveria esperar. Eu acho que você deveria falar agora.
                                                                                        amor,
                                                                                               Taylor
PS: Para todos os garotos que inspiraram esse álbum, vocês devem saber. ;)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Qual será o motivo?

Você já parou para pensar no motivo da sua vida? Já parou para pensar no porquê da sua existência?

Eu acredito em uma frase que diz que "somos seres espirituais passando por uma experiência humana" e isso para mim significa que Deus nos colocou aqui com o propósito de não só aprender, mas também fazer alguma coisa.

Quem não quer deixar sua marca no mundo? Quem não quer ser lembrado? Todos deveríamos ter ambições relacionadas a melhorar o mundo. O que aconteceu com a consciência humana? A evolução nos deu a capacidade de pensar e ter conhecimento do que acontece a nossa volta e dentro de nós. Temos a capacidade e raciocinar mais do que qualquer outro ser vivo. E isso é por acaso? NÃO!!!

Nossa vida tem que ser além do pacote casa, trabalho/escola, circulos sociais. Temos que nos relacionar com o ambiente a nossa volta e tentar ajudar o mundo. O objetivo do seu trabalho deveria ser contribuir para alguém de alguma forma e não simplesmente ganhar dinheiro. Você deveria pensar na educação dos seus filhos e decidir se ele vai ser o tipo de adulto feliz e com valores certos ou um infeliz, desvirtuado, sem amor.

Tem tantas coisas que poderíamos fazer. É incrível o que passa despercebido pelos olhos das pessoas. Realmente impressionante.

Dá para parar de ignorar sua capacidade? Isso é inutil e ridículo!

Agora vai fazer alguma coisa útil! Porque você tem a capacidade de melhorar aguma coisa.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

[FIC] Belatriz

Belatriz Lestrange recobrou a consciência e abriu os olhos. Percebeu que não estava mais em Howarts, nenhuma batalha ocorria a sua volta. Mas ela sentia-se derrotada. Então lembrou de sua última risada, do clarão verde vindo em sua direção e da raiva que nunca esperara ver no rosto de Molly Weasley.

Se deu conta de que estava morta e que aquilo deveria ser o que acontecia quando a vida acabava. Em um instante começou a repassar a sua vida. Aquela vida miserável, mas que não conseguia mudar. Lembrou-se do prazer de matar pessoas inocentes. Bruxos e trouxas. Lembrou-se de Azkaban, que para ela não era muito diferente dos outros lugares. A presença de dementadores não a afetava, porque eles não tinham do que se alimentar.

Sua vida era como uma tempestade agoniante e triste. Seus dias eram como noite, mas sem estrelas e sem lua. A treva sempre a envolveu mesmo no lugar mais iluminado, mas fora escolha dela. Tudo fora escolha dela!

Tudo por causa de um bruxo. O único que fazia seu coração bater desesperadamente. Era um amor ardente e sufocante. Um amor que fervia seu corpo. Um amor que causava sofrimento e roubava completamente sua sanidade mental. Um amor que nunca seria recíproco... Porque esse bruxo não amava.

Belatriz se tornou uma comensal da morte fiel para ouvir sempre seu amor dizendo seu nome. Para sempre estar com ele. Foi a tentativa de ser notada. Uma tentativa sacrificante e inútil.

Agora ela estava ali, morta. Inutilmente, deitada no chão frio como seu coração.

Belatriz ouviu um barulho. De repente, uma figura humana, sem pele apareceu a sua frente. Ele se contorcia e gemia. Ela chegou mais perto e seu coração (se mortos tiverem coração) quase explodiu. Era ele, Tom Riddle, o homem que ela amava e que nunca a amaria de volta. Ela começou a chorar e gritar e os dois ficaram ali, mergulhados no sofrimento eterno de suas escolhas.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Cimorelli

Cimorelli é uma banda formada por seis irmãs da Califórnia: Christina, Katherine, Lisa, Amy, Lauren e Dani. Elas têm algumas músicas originais, mas fizeram inúmeros covers de músicas de outros artistas. Quando eu vi o cover de Baby eu percebi o quanto elas eram boas, ficou realmente bom. Depois eu fui vendo mais e um tempo depois ja sabia o nome das seis e já estava cantando Delaney e Do You Know inteiras, que são duas musicas originais delas.

Mas também, quem não adora a voz de personalidade da Lisa? Quem não pararia tudo o que está fazendo para ouvir a voz linda da Christina? Quem não se impressiona coma voz forte e o sorriso da Katherine? Quem não acha fofa aquela voz rouca da Dani? Quem não fica inspirado pela voz da Amy? E quem não se encanta com a voz suave da Lauren?

Vou colocar alguns links para você conhecê-las:

Site oficial: http://cimorellimusic.com/

Do you know (musica original): http://www.youtube.com/watch?v=QbR0muH9PY8

Clip de Delaney (musica original): http://www.youtube.com/watch?v=5aOm2NP0knk

Cover de Firework da Katy Perry: http://www.youtube.com/watch?v=VkndHuoVRrA

Dani e Lauren dançando Somebody to Love do Justin Bieber nas esteiras: http://www.youtube.com/watch?v=sfh3nw6kBiQ

Se quiser conhcer mais, nas páginas que eu mandei tem os canais no youtube delas. No de firework tem o oficial da banda. As outras músicas originais delas são: On the Radio, Hello there e Singing my Song. Espero que goste. :)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Severo Snape [drabble]

Você descobriu o que era o amor. Também descobriu o que era viver sem ele. Você sabia como ser alguém desagradável, mas como poucos sabiam, tinha boas intenções. Você aprendeu a ser leal ao lado do bem e enganou o Lord Voldmort durante toda a sua vida. Mesmo sem felicidade, você continuou a fazer o que era certo, para a morte da mulher que você amava não ter sido em vão. Seus atos foram essenciais para a queda daquele que destruiu a vida de tantas pessoas. É uma pena você não ter vivido tempo suficiente para ser feliz, porque você merecia a felicidade mais do que muita gente, pela sua coragem e capacidade de fazer tudo por quem ama.
O mundo te admira por isso, Severo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vanessa Hudgens e Zac Efron

Dia 14/12/2010. Aniversário da Vanessa Hudgens, minha maior e eterna ídola. Essa postagem era para ser feliz, animada como tudo que todo mundo escreve nos aniversários das pessoas. Infelizmente, não vai ser assim.

Hoje fui entrar em um blog de Zanessa para ver o que tinham postado sobre o aniversário dela. Tinha uma postagem de aniversário como qualquer outra, mas a postagem de baixo era triste. Nela dizia que Zanessa tinha acabado. Fui em vários outros sites e pelo visto, não é um rumor. Pelo visto, dessa vez é verdade.

 Tudo bem, eles são duas pessoas normais. Pessoas normais namoram e terminam. Mas era um namoro de cinco anos. Há uma semana tudo parecia perfeito. Aí ontem eles terminaram. Nas comunidades, nos comentarios em blogs, sites, em tudo, os fãs não acreditam. Realmente parece impossivel. Mas aconteceu.

Em todas as noticias que eu li, diz que eles continuam amigos. Um dia eles podem voltar. É muito possivel que isso aconteça. E se não acontecer, eu vou torcer para que eles estejam felizes sendo amigos. Muito felizes.

Eles podem ter terminado, mas para mim, Zanessa é eterno. Zanessa fez muitas pessoas acreditarem no amor. Para mim, Zanessa é muito importante. Eu e todos os outros fãs, vamos lembrar disso como se fizesse parte da nossa vida. E na verdade fez mesmo.
          
 Vanessa, feliz aniversário, espero que isso não te deixe para baixo. Nós te amamos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Erros

Já percebeu que todos os erros de hoje, são consequências dos erros do passado? Olhando para trás, dá para perceber que antigamente, todo mundo era obcecado pelo poder e as pessoas que faziam parte da elite manipulavam as que não faziam, como se fossem inferiores. Isso era em todo o tipo de civilização. Era sempre assim, desde, sei lá, antes de Jesus Cristo. Por falar nele, foi por isso que ele morreu na cruz. Por que o rei se sentiu ameaçado.

Mas em quase todas as partes da história sempre tem alguém com um título maior controloando alguém com um título menor. Era assim na Grécia antiga, no Império Romano, nos feudos, na época do Renascimento, das Grandes Navegações e da Colonização da América. Por isso, durante quase toda a história, a elite privava a educação das pessoas que não eram da elite. Tudo por um interesse maior. Algo que até hoje eu não entendo.

Talvez a vontade de poder fazer o que quiser e ter o que quiser. Mas qual é a graça disso se você não deixa nenhuma contribuição real para o mundo? Não que toda essa história não tenho contribuido. Se não tivesse, ainda moraríamos em cavernas, usaríamos instrumentos de pedra e madeira e caçaríamos, sei lá, mamutes.

 O fato é que sem educação, muitas pessoas foram criando gerações e gerações de pessoas assim. Enquanto isso o mundo evoluia. A mentalidade das pessoas também. Então começou a industrialização. Inventaram produtos modernos, produtos que facilitavam a vida de muita gente. Mandaram produtos para o campo. Legal, o campo se modernizou. Os donos das fazendas mandaram trabalhadores embora, já que agora eles tinham máquinas, fertilizantes e outras coisas que substituiam os trabalhadores, causando um fluxo migratório do campo para a cidade, um êxodo rural. Mas eram muitas pessoas que nem sempre conseguiam trabalho, pela falta de conhecimento que não lhes foi dado devidamente.

 Essas pessoas então formaram as nossas tão conhecidas favelas. Onde alguns que não têm outra maneira de ganhar dinheiro, optam pelo mundo das drogas e das armas. Assim a violência aumenta e todas as pessoas que moram nas favelas sofrem preconceito. Pela falta de conhecimento também, muitas pessoas não planejam as famílias e, digamos que têm mais filhos do que o previsto. Assim a população aumenta. E por isso precisam de lugar para colocar tanta gente. Algum gênio pensou: ah, vou fazer uma casa em que possa morar mais de uma família! Construiram-se prédios. Mas as pessoas precisam trabalhar e se divertir. Construiram prédios comerciais, shoppings, parques de diversões. E o povo precisava se locomover de um lugar para o outro. Vieram as consecionárias vender carros para todo mundo. Ótimo.

Vivemos agora em um mundo cheio de prédios, com engarrafamentos quilométircos que estressam metade da população. E para todas essas construçoes (rodovias também sao construções), foi necessário um desmatamento intenso. Sem falar o fato da extração liberada de produtos de florestas e de qualquer tipo de ecossistema que também contribui para o desmatamento. Olha para isso! Quanto de mata ainda resta na Amazônia? Quanto de mata resta no litoral? O aquecimento global etá derretendo as geleiras e deixando ursos polares completamente desnorteados.

Vivemos em um mundo em que a vida das pessoas que têm um certo capital é morar em prédios, sair de carro para o trabalho, largar as crianças da escola e se desesperar com as contas de luz, água e telefone, enquanto a empregada passa a roupa. E nesse mesmo mundo encontramos pessoas que acordam cedo, vestem as nove crianças e levam para uma escola pública próxima, depois pegam um ônibus lotado, caindo aos pedaços para chegar em Copacabana para trabalhar na casa dos patrões e ganhar 400 reias por mês.

Vivemos em um mundo capitalista, onde o mais importante valor é o dinheiro. A nossa democracia é essa. O mundo não é privado do amor, existe muito amor por aí, eu acho que é o que sustenta a felicidade das pessoas. Mas existem muitas dificuldades. Por acaso, ou nem tanto, a vida de algumas pessoas é definida no nascimento. Se ela nasce na favela ou em lugares mais ricos. São classes sociais como em várias partes da história. Uma semelhaça interessante. Mas é uma coisa que dá para mudar.

 Mesmo com esses problemas se olharmos para trás, podemos ver que muita coisa melhorou. A evolução aconteceu. Sem querer ter uma visão anacronista, antigamente as pessoas achavam que o sofriemento resolveria alguma coisa. Era outra mentalidade. Mas isso mudou. Mesmo com esses problemas, as pessoas agora se importam mais com as outras.

 Há uma geração, as escolas não ensinavam a "cuidar da natureza" agora as crianças aprendem isso. Eu aprendi. Alguns adolescentes se acham o máximo e acham que isso não é importante, mas é! É a nossa vez de fazer alguma coisa, é a nossa vez de mudar o mundo, é a nossa vez de deixar coisas melhores para ele, é a nossa vez de fazer a diferença. Nós vamos escrever uma nova história. Existem muitas mentes brilhantes por aí com grandes idéias para o futuro. E se você ainda não fez nada, é hora de começar. Não vamos mais cometer erros que atravessarão gerações, não vamos dar coisas ruins ao mundo. E tudo isso tem que começar pela educação."As pessoas têm que parar de pensar em deixar um mundo melhor para os nossos filhos, e começar a pensar em deixar filhos melhores para o nosso mundo."